A OFICINA MUSICAL, na sua já regular colaboração com o ATELIER DE COMPOSIÇÃO, apresenta a estreia do compositor argentino MARTIN BAUER em Portugal, com uma conferência pelo compositor seguida de um concerto monográfico com obras inéditas no nosso país.
O.M. 2011/2012 _5
SEX 17 DE FEV 2012, 21.30H
CONCERTO MARTIN BAUER POCKET OPERA
Palacete dos Viscondes de Balsemão
Praça de Carlos Alberto, Porto
GRUPO DA OFICINA MUSICAL
Nicolau PAIS (narrador)
Filipe QUARESMA (violoncelo)
Elsa Marques SILVA (piano)
Nuno AROSO (percussão)
Pedro OLIVEIRA (percussão)
Gilberto BERNARDES (electrónica)
programa
OBRAS DE MARTIN BAUER
[com a presença do compositor]
El Caso Dora
para piano e electrónica
Ha Metal Fundente
para percussão ESTREIA ABSOLUTA
Pocket Opera
Micro-ópera em três actos
para narrador, violoncelo, piano, percussão e electrónica
I. Una Sinfonía di Rossini
II. Dedicatórias
III. Epílogo: En el Cementerio
[textos selecionados por Martin Bauer e Nicolau Pais]
[texto do Epílogo por Nicolau Pais]

MARTIN BAUER Nasceu e vive em Buenos Aires, Argentina. Guitarrista, professor e compositor é actualmente director artístico da Fundação CEAMC (Centro de Estudos Avançados em Música Contemporânea (Argentina) e do Ciclo de Conciertos de Música Contemporánea do Teatro San Martin (Buenos Aires), considerado o mais importante festival para a nova música na América Latina. Foi igualmente director do Centro Experimental do Colon Theatre, onde criou incentiva a criação da nova ópera, teatro e performance, tendo sido já aqui apresentadas mais de 40 peças com enorme sucesso, várias dela de jovens compositores argentinos. Como compositor escreve música de câmara e música para ballet, teatro e cinema. A sua obra tem sido apresentada nas principais salas de concerto do do seu país , assim como em vários locais no estrangeiro como: “The Kitchen” (Nova Iorque), Festival de Verão de Dartington (Reino Unido), Podeville (Berlim), Festival de Artes de Singapura, Zürich Opera House, Festival de Edinburg, Pfebelberg (Berlim), entre outros. Foi galardoado pelo Governo Argentino com o Premio a la Excelencia en la Cultura, e, pela sua obra “Criptal” (quarteto de cordas), pelo Fundo Nacional das Artes. Como director artístico foi responsável pela estreia em Buenos Aires de “Infinito Nero” e “Vanitas”, de Salvatore Sciarrino, “Satie, Joyce, Duchamp an Alphabet”, de John Cage, assim como da sua própria obra “The Looser”, baseada no romance de Thomas Bernhard, que foi reconhecida como a mais importante peça do ano pela associação de críticos de música em 2004. É regularmente convidado a dar conferências e seminários no seu pais e no estrangeiro com sobre Samuel Becket e a Música (foi professor convidado da UDK-Berlin, sob este capítulo), música cénica, panorama da música experimental na Argentina, John Cage na América Latina, entre outros tópicos.